quinta-feira, 12 de junho de 2014

ORGASMO - TUDO O QUE SEMPRE QUIS SABER

Mas nunca se atreveu a perguntar.  Será que há diferenças entre homens e mulheres? 

Saiba mais e tire todas as suas dúvidas.


O orgasmo é uma experiência física mas também emocional que ocorre enquanto resposta a um estímulo sexual. Funciona como um ciclo cujo pico de prazer leva a libertação da tensão sexual.
Durante o orgasmo, tanto os homens como as mulheres sentem contracções rítmicas e involuntárias dos músculos pélvicos. A mente interpreta estas contracções como prazer, porém, a intensidade da sensação varia de pessoa para pessoa e de orgasmo para orgasmo, já que uma mesma pessoa pode senti-lo de forma diferente.
Por exemplo, um orgasmo pode ser uma vibração quente e suave na zona genital ou então uma explosão que enrijece o corpo e bloqueia a mente.




AS QUATRO FASES DE RESPOSTA SEXUAL SÃO: ESTIMULAÇÃO, ÊXTASE, ORGASMO E RESOLUÇÃO.

A primeira fase consiste na combinação da excitação mental e mudanças físicas, como a aceleração dos batimentos cardíacos, respiração alterada, maior sensibilidade na zona genital, erecção no caso dos homens e lubrificação vaginal para as mulheres.

Durante a fase do êxtase a tensão muscular e sexual intensifica-se que é libertada no orgasmo. Na última fase, o corpo tenta recuperar gradualmente e regressar ao seu estado normal – respiração e batimentos cardíacos regulares -, acompanhado das sensações de prazer, relaxamento e de aconchego.

Depois do orgasmo e da ejaculação, a maioria dos homens não consegue ter outro orgasmo durante um determinado período de tempo e que varia consoante a  idade e a respectiva constituição - homens mais novos necessitam apenas de alguns minutos, enquanto mais velhos precisam de, pelo menos, uma hora.




ORGASMOS MASCULINOS E FEMININOS

A diferença mais óbvia entre estes dois tipos de orgasmos reside no facto de o masculino ser quase sempre acompanhado de ejaculação. Contudo, podem ocorrer orgasmos sem que tal aconteça. Os músculos pélvicos contraem e o homem sente que está a ter um orgasmo mas sem libertação de sémen.

E pode também ocorrer uma ejaculação retrógrada, ou seja, o sémen é libertado na bexiga, saindo depois através da urina. Esta alteração não significa que exista um problema, no entanto, tende a ocorrer nos homens que sofrem de diabetes ou em situações de pós-operatório, causando danos nos nervos à volta do pénis.

No orgasmo feminino ocorrem contracções rítmicas nos músculos pélvicos, bem como nas paredes vaginais. Na maioria das mulheres não existe ejaculação, no entanto, é frequente  sentirem lubrificação vaginal quando excitadas. Outra diferença entre os homens e as mulheres diz respeito ao período de intervalo entre orgasmos. As mulheres podem ter múltiplos orgasmos se a estimulação for contínua.




ORGASMO: AS PERGUNTAS QUE FALTAVAM

Para perceber até que ponto o orgasmo é uma experiência que pode sempre ser trabalhada e melhorada. Saiba como.


O QUE É O LÍQUIDO QUE APARECE NA PONTA DO PÉNIS ANTES DA EJACULAÇÃO?

É um fluido pré-ejaculatório, uma substância clara que é segregada pelas glândulas Cowper, o equivalente a duas pequenas ervilhas situadas junto da próstata. A primeira função deste fluido é servir de lubrificante durante o acto sexual mas nem todos os homens o produzem. Se é um deles não se preocupe, pois tal não significa que, obrigatoriamente, não vá sentir lubrificação durante o acto sexual. Apesar destas glândulas não produzirem esperma, é possível que este fluido contenha algum devido à mistura com as secreções provenientes da uretra. Daí que uma gravidez possa ser possível numa pré-ejaculação, muito embora também possa sempre ser prevenida através do recurso a preservativos ou a outras formas de contracepção.



QUANTO TEMPO É QUE O ESPERMA VIVE APÓS A EJACULAÇÃO?

Apesar do esperma conseguir viver durante muitas semanas no interior dos testículos, as suas capacidades de fertilização só se mantêm activas 24 a 48 horas após a ejaculação. Daí que o óvulo feminino provavelmente só consiga ser fertilizado 12 a 48 horas após a ovulação.


SERÁ QUE UM HOMEM CONSEGUE CONTER A EJACULAÇÃO DURANTE AS RELAÇÕES SEXUAIS OU O ORGASMO É INCONTROLÁVEL?

A sexualidade masculina é extremamente variável. A grande maioria dos homens ejacula apenas dois minutos seguintes à penetração. De seguida perdem a erecção e passam para uma fase de retracção. Alguns, porém, conseguem evitar a ejaculação e ter múltiplos orgasmos sem ejaculação e sem perder a erecção. Apesar da grande maioria dos homens que conseguem ter vários orgasmos desenvolverem esta capacidade naturalmente, outros apenas o conseguem com muito treino. Este objectivo só é atingido através da combinação de três procedimentos:

1- A interrupção das relações sexuais antes da ejaculação se tornar inevitável;
2 - Uma respiração profunda que reduza a excitação sexual;
3 - A contracção do músculo pélvico para inibir a secreção de sémen.







terça-feira, 10 de junho de 2014

A MINHA MULHER TEM UMA AMANTE


Uma frase: “Queria tanto meter a minha língua na tua boca...”, foi vista num histórico de mensagens no computador... A frase apanhou de surpresa o marido, um técnico informático de 26 anos. 


Ele ia oferecer o computador ao sogro, mas antes de apagar o conteúdo de ficheiros abriu um ao acaso, não fosse conter informação importante. Foi então que no arquivo do Messenger descobriu um diálogo extenso e picante entre uma mulher e a Maria, sua mulher, com quem estava casado há 2 anos. Depois de ler, decidiu copiar todos os ficheiros e documentos para um disco externo, para os ler mais tarde. Sentia-se atordoado com o que tinha acabado de ler. Nesse exacto momento, Maria telefonou-lhe: “Onde é que andas? Já viste as horas?” - Pergunta ela.
Ele foi irónico: “Estou a formatar o disco do computador e como apanhei um certo histórico, isto vai demorar...”
Ela percebeu logo que a sua mentira que durava há mais de um ano tinha terminado.



Quando se encontraram nessa noite, Maria chorou imenso, assegurou-lhe que tinha sido um erro e prometeu-lhe que ia terminar a relação com a tal mulher. Um ano e meio antes, Maria, tinha 23 anos, morena e divertida, com um negócio na área da estética, tinha decidido deixar de trabalhar para ficar em casa com a filha recém-nascida. Criou um blogue onde foi partilhando experiências como a primeira papinha, as primeiras palavras da filha e o que ia sentindo. Um diário online que fazia parte de uma rede de blogues de outras mulheres na mesma situação. Nesse ano, no Natal foi a um jantar onde todas as mães se conheceram – e aí trocou olhares com a tal mulher, outra mãe, de 25 anos, casada e com dois filhos.

Dias depois, Maria recebeu uma chamada dela. “Devia ter bebido um pouco e declarou-se”, conta a empresária, que já suspeitava do seu interesse: mesmo antes do jantar, recebeu vários emails da outra mãe com elogios, como por exemplo: “És uma pessoa muito especial”.


Não era o primeiro relacionamento que tinha com uma mulher, Maria já tivera uma namorada, mas quando os pais da outra descobriram, forçaram a separação. Desde aí, ela só teve relações com homens.
As duas mães continuaram a falar ao telefone, a trocar SMS e um dia, decidiram ver-se novamente. O primeiro encontro sexual aconteceu em casa da outra mulher, em Benfica. O romance durou um ano.

Ao fim-de-semana, Maria levantava-se cedo, fingia que ia às compras e encontrava--se com a amante. Uma vez, viajou para Paris e ela foi lá ter. Aconteceu o mesmo em Londres. 

O marido sabia da existência do Blogue e sabia das novas amizades que a Maria fazia à custa do Blogue, achava perfeitamente normal. Um dia a Maria perguntou-lhe se ela podia convidar a amiga e o marido dela para se juntarem a eles em casa dos pais, no Alentejo. Ele concordou, e até achou interessante conviver com novas amizades.
Agora que ele descobriu que a Maria tinha a tal mulher como amante, ficou a saber de muita coisa através do histórico encontrado no computador. Elas tinham feito sexo no Alentejo enquanto ele e o marido dela saíram para ir às compras para um churrasco! 


Quando soube de tudo, ele ficou de rastos – diz que não foi pela traição física, mas por descobrir que a mulher levava uma vida dupla. “Como ela se envolveu com outra mulher, não senti aquele ódio sexual que sentiria se fosse com um homem. Mas fui enganado.”

Os terapeutas concordam que é mais fácil para um homem perdoar uma traição se ela envolver outra mulher. “Com um homem é uma competição directa. É outro macho a competir pela mesma fêmea. Se for com uma mulher, o indivíduo deixa de ter recursos para lidar com isso”. 
Quando traídos por uma mulher, eles tendem a achar que dali não vem mossa. Mas isso não é verdade, porque o mais natural é perderem-na. Quando as pessoas se envolvem com outras pessoas, homens ou mulheres, é porque as bases do casamento estão fracas, diz uma especialista.


Num estudo divulgado este ano pela Universidade do Texas, metade dos 718 homens inquiridos afirmou perdoar mais facilmente a infidelidade da parceira, desde que o acto sexual envolvesse outra mulher. Apenas 22% admitiram aceitar o adultério se fosse cometido com um homem.

Os resultados invertem-se no caso das mulheres: só 21% perdoariam ao marido uma traição com outro homem, enquanto 28% aceitariam salvar a relação se o affair envolvesse outra mulher.

O marido aceitou Maria de volta, mas a confiança estava comprometida. Sobretudo quando percebeu que a traição tinha acontecido mesmo com ele presente. Mais tarde, no festival do Sudoeste, ficaram num hotel. Eram quatro pessoas: ele e um amigo, Maria e a amante. Com uma cama de casal e duas individuais, elas decidiram logo que iam partilhar a primeira. “Como somos raparigas, fazia todo o sentido dormirmos juntas”, conta ela.
Durante os concertos, trocavam beijos rápidos e carícias enquanto os homens procuravam as bancas de cerveja. No hotel, riam--se, pareciam descontroladas. “Pensei que a outra fosse maluquinha. Inventou que estava doente ou com medo, para dormirem juntas. Parecia estar a ter um ataque.” Não era um ataque, estavam a ter relações sexuais e tentavam abafar os sons com os risos.


Maria e o marido conheceram-se quando estavam no mesmo grupo da pós-graduação em Publicidade. Casaram um ano depois, numa quinta com muitos convidados.
Nos primeiros tempos, a vida social era animada: iam jantar a restaurantes, dançavam no Lux e corriam o roteiro dos festivais de música, em Portugal e Espanha. “Ela gostava sobretudo de bandas rock de mulheres, como os Lush.”

Depois de desfeita a mentira, a amante não desapareceu. E quando Maria acabou tudo, passou a enviar emails ao marido dela. Um dia almoçaram juntos numa das cervejarias Portugália, em Lisboa. Ele diz que só aceitou encontrar-se com a amante da mulher porque “queria saber pormenores”. “Apercebi-me de que elas tinham uma relação obsessiva”, diz.

O afastamento do casal era inevitável: “Eu não estava preparada para me separar. Continuámos a fazer a mesma vida, mas já não havia tanto envolvimento físico”, diz Maria.

“Comecei a sentir repulsa dela, mas a Maria tentava aproximar-se, para me prender ao casamento”, conta o marido.
Das poucas vezes depois disso em que tiveram sexo, nasceu outro filho, um rapaz. “Os médicos recomendaram que um de nós dormisse com o bebé e o outro com a mais velha, que estava com problemas em adormecer. Nunca mais fomos íntimos.” A meio de 2010 divorciaram-se. Venderam a casa no Algarve, ela ficou no apartamento do casal, em Carnide, e ele mudou-se para o centro de Lisboa.


Maria reconhece agora que, naquele período de carência, com uma bebé, o género não era importante: tanto se poderia ter envolvido com um homem como com uma mulher, desde que lhe dessem atenção. A sexóloga Marta Crawford diz que há “uma nova vaga ou pelo menos maior visibilidade” de mulheres casadas a terem experiências amorosas ou sexuais com outras mulheres. “Identificam-se mais com a personalidade, com a pessoa.

Isso acontece em situações de maior carência ou vulnerabilidade”, diz a especialista. Apesar desta abertura, continuam a chegar ao seu consultório mulheres que manifestam uma paixão por outra, mas que não avançam por questões de educação. “Aí recorrem à masturbação com base na fantasia.”

A atracção por uma pessoa, independentemente do seu género, pode acontecer em qualquer altura na vida, dependendo das circunstâncias. Estas são conclusões de Lisa Diamond, psicóloga especializada em estudos do género e professora na Universidade de Utah, nos EUA. A também autora do livro Sexual Fluidity: Understanding Women’s Love and Desire (A fluidez sexual: entender o amor e o desejo nas mulheres) seguiu durante 10 anos um grupo de mulheres que mudava de comportamento sexual e recusava rótulos como lésbica ou bissexual. Estavam mais interessadas nas características da personalidade do que no corpo da pessoa.

“Toda a gente fala nisso, quis ver como era.” Foi assim que uma arquitecta na casa dos 30 anos justificou ao marido porque o tinha traído com uma mulher. Ele, economista, só queria salvar o casamento e sugeriu que tentassem um caso a três. Acabaram no consultório da terapeuta.


Ela garantia que era heterossexual e só tinha cometido um deslize ao envolver-se com uma mulher que conhecera numa discoteca nas Docas, em Lisboa. Antes, apresentou-lha como uma amiga. Iam os três jantar fora a bons restaurantes de Lisboa e ao cinema.
A arquitecta foi criada numa família rígida e católica. Mas a terapeuta que a acompanhou diz que ela “queria chocar”. “Chegou a ter relações sexuais com a amante em casa do casal.” Nas consultas, desafiava a paciência do marido, comparando-o constantemente à amante. “Pelo menos, ela arruma, tu deixas tudo espalhado pela casa.” As duas mulheres mantinham relações por telefone e trocavam mensagens picantes. Ao longo da terapia, ele acabou por recuar na ideia de manter um caso com as duas. “Não te quero partilhar”, disse. Continuam juntos.

Entrevistada, uma técnica de telecomunicações de 40 anos que prefere não revelar a identidade e vive na zona oriental de Lisboa, também reconhece que é confortável manter o casamento. Mesmo que assuma ter tido, nos últimos seis anos, encontros sexuais com várias mulheres. Não se alonga em detalhes, porque o marido, empresário, não sabe de nada. É ciumento e ela não se atreveria a contar-lhe.

Eram os melhores amigos quando casaram, numa cerimónia simples, há 12 anos. Em 2005, ela registou-se num site de encontros para mulheres, o Gaydargirls. Com ele faz a vida normal de um casal:“Vamos para as Caraíbas, para Ibiza. Jantamos fora e vamos ao teatro.” Com elas tem essencialmente encontros sexuais, sobretudo em hotéis ou em casas. Inventa uma desculpa no emprego e sai ou faz noitadas com “as amigas”. “Nunca fui apanhada, sei fazer as coisas. Um dia posso encontrar uma mulher obsessiva que me faça uma espera à porta de casa, mas não sofro por antecipação.”


O marido já conheceu algumas dessas amantes, mas não imagina o que se passa. Ela tem cuidado: só apresenta as mulheres que têm potencial para parecerem suas amigas. “Só as levo para o nosso núcleo quando são cultas. Se assim for, até podem ir jantar lá a casa.”

Outro dos casos contactados, e que também prefere manter o anonimato, é o de uma enfermeira num hospital distrital do centro do País. Quando o marido soube que ela estava a ter um caso com outra mulher, tornou-se violento. Forçou-a a ter relações sexuais e fez-lhe um interrogatório: “O que é que fazem as duas? Quantos vibradores é que usam?” A raiva era tal que ficou com medo que o marido lhe retirasse as duas filhas.

Ele descobriu o caso após uma viagem a Tenerife. Ela andava distante e ele pensou que a reconquistaria nas férias. Mas a enfermeira só pensava na amante, que conhecera semanas antes no hospital. Começaram a encontrar-se em cafés, até que uma noite a outra (com quem vive hoje) reservou um quarto de hotel. “Disse ao meu marido que faria o turno da noite. Ela disse-me que chegava ao hotel às 22h. Às 22h45 liguei-lhe a dizer que não conseguia ir porque não parava de tremer. Nunca tinha estado com uma mulher.”

Acabou por ir. A partir desse encontro, em que tiveram sexo, nunca mais tocou no marido. Semanas depois, quando o casal regressou das férias, abriu o jogo. Os seus pais souberam e a reacção foi péssima. “Preferia que dormisses todos os dias com um homem diferente do que com uma mulher!”, disse-lhe a mãe, que deixou de lhe falar. Logo no início, tentou comprar a amante da filha, perguntou-lhe quanto queria para a deixar em paz. A outra recusou. O pai também se afastou. Mas para ela era uma relação séria. Duas semanas depois de contar ao marido, tinha o divórcio concluído.


A vendedora imobiliária, de 38 anos, feminina e de aspecto cuidado, não conseguia olhar o marido nos olhos quando estavam a jantar à mesa. Carregava quilos de culpa. Ele, construtor civil na empresa do pai, dava-lhe uma óptima vida. Tão boa que ela nem precisava de trabalhar e dedicava-se a pequenos negócios, de que se fartava rapidamente. Depois de ter desistido do salão de estética, foi para uma imobiliária, onde despertou a atenção de uma colega.
A vendedora queixava-se de que nada se passava na sua vida.

Mesmo com dinheiro, ela e o marido limitavam-se a viajar para o Algarve, onde os sogros tinham casa. Não era acarinhada e a sua vida sexual resumia-se a relações agendadas: sexo uma vez durante a semana e outra vez ao sábado.

Em Setembro de 2009, pouco depois de conhecer a colega, de 48 anos, estava nos braços dela. “Com aquela mulher, encontrou uma forma de se sentir amada. E não se sentia pressionada no sexo”, conta a terapeuta que a recebeu. Quando lá chegou, já ia num ano de relação extraconjugal, mas os encontros sexuais eram esporádicos e aconteciam sempre na casa da outra, na linha de Cascais.

Sentia-se constrangida por estar a trair o marido e confusa em relação à sua orientação sexual. Nunca tinha sentido atracção por mulheres. O marido não sabia de nada – e não descobriu até hoje.


A terapeuta não a incentivou a contar a verdade: “Há verdades que não devem ser contadas, sobretudo quando só servem para nos aliviar a nós.”


segunda-feira, 9 de junho de 2014

SONHOS ERÓTICOS

NOS BASTIDORES DOS SONHOS ERÓTICOS

Muitas vezes sentimo-nos envergonhados por determinados sonhos que temos. Conheça o significado de sonharmos com cenários eróticos e quais as suas implicações.


Alguns sonhos colocam-nos perante cenas que, acordados, teríamos vergonha de pensar. Perturbadores, interpelam-nos se seremos mais perversos do que imaginávamos.


Acordamos em sobressalto, entre o prazer e o constrangimento, e assim continuamos pelo dia fora. Porque sonhamos que estamos a fazer amor com o nosso patrão ou com o melhor amigo do nosso marido, que ainda por cima não consideramos nada atraente? Mentimo-nos?


Nicole Gratton, diretora da Escola Internacional de Sonhos, em Québec, afirma: "Os nossos sonhos, por mais perturbadores que sejam, querem o nosso bem. Sexuais ou não, servem para nos ajudar a conhecer. 


Carregam uma mensagem para nos ajudar e, por vezes, quando violentos, podem-nos prevenir de um perigo. Para Jacques Montangero, psicoterapeuta, os sonhos eróticos são como os outros e relacionam-se com as nossas aspirações e preocupações que, muito frequentemente, não estiveram presentes durante o dia.



"Podem chamar a atenção para um comportamento problemático, colocar em relevo uma maneira de pensar ou de agir que é necessário corrigir, sugerir uma outra visão das coisas ou trazer uma mensagem reconfortante, evidenciando determinados recursos da pessoa". Então, porque nos transportam para o caminho do sexo?



"Porque a sexualidade é o que de mais íntimo existe em nós, faz-nos desfrutar e ajuda-nos a crescer", explica Christiane Riede, psicanalista. Sonhar com a união carnal sexual harmoniza as facetas masculinas e femininas presentes em todos nós. Desta união psíquica interior, com sucesso ou problemática, depende a nossa plenitude. 



Cabe lembrar que o significado de um sonho pode ser encontrado através do sonhador: ele não existe, na interpretação da verdade, por si só.



Algumas pistas para perceber os sonhos eróticos:



- Para algumas pessoas falar de sexo ainda é tabu. E revelar seus sonhos mais íntimos, inclusive os eróticos, parece ainda mais complicado. Interpretados como pecado ou como um desejo escondido, este tipo de sonho costuma expressar algo que, naquele momento de vida da pessoa, tem alguma relevância, mesmo que psiquicamente.



- Os  sonhos eróticos podem ocorrer com maior frequência quando a pessoa está em uma fase de pouca ou muita atividade sexual.


- Os conteúdos dos sonhos eróticos são muito pessoais e variam de acordo com a imaginação de cada um. No entanto, os temas mais recorrentes estão relacionados com desejos reprimidos ou situações que despertam curiosidade e, talvez alguma vergonha, situações essas que a pessoa não teria coragem de realizar na vida real, como, por exemplo, estar na cama com dois homens ou duas mulheres, realizar o ato sexual em locais perigosos ou expostos (rua, elevador, praia).


- O lado positivo desse tipo de sonho é a possibilidade de se extravasar qualquer tipo de tensão acumulada e que pode ser despertada, até mesmo por estímulos banais, como ver um filme ou ler um artigo. Aliás, a função do sonho é essa mesmo: aliviar a mente do excesso de informações que absorvemos no dia-a-dia e que acabam por gerar stress.


- Mas os sonhos eróticos nem sempre são agradáveis. Psicólogos revelam que alguns podem passar dos limites de tolerância da pessoa e trazer temas ligados à violência ou perversões. Algumas vezes, chegam a ser considerados pesadelos e despertar sentimentos de angústia e aflição, seja porque não nos sentimos à vontade com esse tipo de conteúdo, seja porque, de alguma forma, o sonho produz culpa ou mal-estar. Também pode ser preocupante se se passar a viver desses sonhos, usando-os como fuga da realidade e evitando-se relacionamentos reais.



- De qualquer forma, para lidar com esses sonhos eróticos, a chave é procurar avaliar a impressão que desencadeiam em nós. Um problema bastante frequente é a culpabilização, comum depois deste tipo de sonho, especialmente se os sonhos eróticos tiverem um conteúdo mais violento ou desafiem os nossos limites morais.



- Enganam-se as pessoas que pensam que o sonho representa um desejo escondido. Ele pode ser apenas uma forma de dar significado a questões não resolvidas. Entre o sonhar e o desejo de concretização há uma grande distância.



- O impacto de um sonho erótico pode durar algum tempo, principalmente se ele se repete com alguma frequência. Em determinados casos, a lembrança do sonho pode funcionar como estímulo extra. Da mesma forma, sonhos desagradáveis recorrentes podem diminuir a libido, especialmente se a pessoa se recusa a trabalhar internamente a fonte de angústia, gerando um estado emocional que pode afetar negativamente a vida sexual.



- Para a maioria dos sexólogos, não há uma interpretação determinada para cada tipo de sonho. Tudo depende da forma como esse conteúdo interage com a estrutura psíquica e emocional da pessoa. Cada pessoa é única e o significado daquele sonho para ela também é único. Às vezes, um sonho específico diz muito sobre o que se está a viver,  e outros sonhos podem não ter nada a ver com a realidade.




- Por último, nem sempre um sonho carece de interpretação, sendo apenas um simples reflexo do quotidiano da pessoa. Um sonho de conteúdo sexual não significa necessariamente algo problemático. Se se repetir e isso perturbar a vida da pessoa, o melhor é procurar ajuda.

BONDAGE E DOMINAÇÃO




O que é e quais os limites?


Pois é meus caros amigos e amigas, Bondage e Dominação, cuja abreviatura é B&D, andam na ordem do dia: há clubes, acessórios, festas privadas.

Mas do que estamos exactamente a falar?



De homens e mulheres vestidos de cabedal e latex, com chicotes prontos a entrarem em acção são as imagens que imediatamente associamos a B&D.



Sue Johanson, autora do livro "Sexo, Sexo e Mais Sexo', dá-nos uma ajuda: "O boundage consiste em amarrar um(a) parceiro(a) sexual que pode muito bem ser o namorado(a), marido, esposa, amiga(o), o qual autoriza que o outro lhe faça isso e consiste em estimular essa pessoa “espancando-a” com delicadeza, beijando-a, fazendo-lhe cócegas com uma pena ou usando outras técnicas de submissão até que essa pessoa lhe peça clemência."



O que sucede é que, no caso do parceiro submisso, o prazer vêm da sensação de que está a ser completamente dominado e é incapaz de dominar a situação. Já para o dominador, a excitação advém de se sentir em pleno controlo da situação.



A dominação, que costuma estar associada ao boundage, "envolve espancamentos, beliscões, cortes, chupões e puxões de cabeço, actos que se destinam a infligir dor num parceiro que os deseja e concorda com tal acto."



Num casal, pode acontecer que só um deles aprecie ser submisso, enquanto o outro pode apreciar apenas a parte de dominar. Há casais que trocam de papeis, hoje são submissos e amanhã são dominadores. Há de tudo um pouco. Há o parceiro que tem prazer nisso enquanto o outro não aprecia ser submisso ou ser dominador, mas que ao saber que o parceiro tem prazer com isso aceita entrar no jogo. 


Acontece muitas vezes que aquele que não gosta pode passar a gostar de dominar ou ser submisso.




Atenção, o importante nisto tudo é que deve existir sempre consentimento da outra parte e ser estabelecida uma palavra de segurança que, quando proferida pelo submisso, significa "parar imediatamente."