Em Portugal, a urna utilizada na cremação deve
ser desprovida de peças metálicas (sem pregos ou parafusos) e não pode ser
revestida com verniz. Normalmente as partes da madeira são coladas e depois a
urna é toda encerada.
O cadáver não pode ter aparelhos, tais como
pacemaker, nem pode ter peças anatómicas metálicas (próteses em platina, etc)…
Quanto aos fornos crematórios, funcionam com
elevadíssimo grau de segurança e automatismo. Dispõe de câmaras de combustão e
trabalham a gás. Normalmente o processo de cremação inicia-se a uma temperatura
de 400ºC e finaliza-se a 1800ºC.
Os gases da combustão, antes de serem
expelidos pelas chaminés, são permanentemente controlados e medidas as suas
características.
Após a cremação, as cinzas são reduzidas a pó
por centrifugação e introduzidas numa urna própria (pote de cinzas).
As cinzas resultantes da cremação apresentam
uma cor clara, pesam aproximadamente 2 Kg e de volume têm cerca de 2 litros.
No final, a urna com as cinzas será entregue à
família ou ao agente funerário, a qual, será depois conduzida para o destino
final “Roseiral”, “Jardim da Memória”, “Cendrário”, poderá igualmente ser
depositada em ossário, sepultura perpétua ou jazigo particular existente num
cemitério.
Pode ainda ser entregue à família uma vez que
a lei permite que a urna com cinzas possa ser levada para casa ou possa ser
lançada ao rio ou ao mar.
O “Roseiral” ou o “Jardim da Memória” são
jardins anexos ao Crematório/Tanatório onde as cinzas são depositadas na terra,
directamente ou dentro de uma urna biodegradável.
O “Cendrário” é um conjunto de compartimentos,
semelhantes aos dos ossários, para depósito das urnas com as cinzas.












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