Alguns conselhos para os novos pais, tanto para eles como para elas.
Quando se é mãe ou pai pela primeira vez, assim que damos o primeiro
banho ao nosso filho somos evadidos por medos perfeitamente naturais, temos a
sensação de que o nosso bebé nos vai escorregar entre os dedos e afogar-se na
banheira, ele é tão pequenino, e ainda mais pequenino nos parece.
E se o deixamos cair dentro da banheira, ou cá fora, e se bate com a
cabeça na borda, e se engole água!
Por ser a nossa primeira vez, por vezes, inocentemente a nossa atenção
pode se concentrar nos pés do bebé e durante milésimos de segundo esquecemo-nos
de lhe segurar a cabeça como deve ser.
No meu caso, talvez por ser homem, acho que o primeiro banho de um bebé
“não tem graça nenhuma”, ter graça até tem pois é o nosso filhote, mas os
nossos medos… acho que me entenderam…
Não se deve ter vergonha de delegar esta tarefa na nossa mãe, ou sogra e
ficarmos a ver e a aprender.
As mulheres quando eram pequenas treinaram com as suas bonecas, os
Nenucos, etc, e até já deram banho a outras crianças, mas acreditem que é
preferível deixar essas emoções fortes para uns dias depois do nascimento...
Só o primeiro, e talvez o segundo ou o terceiro banho é que são mais
complicados, depois disso é provável que se torne num dos momentos mais
fantásticos do dia.
Quando estiverem seguros das vossas capacidades, vão começar a brincar
com o bebé, a perceber como ele se sente seguro e confortável na água morna que
é tão parecida com aquela em que viveu durante
longos meses. Vão segurar nos bracinhos dele, com as vossas mãos vão
percorrer o corpinho, e a vossa atenção vai toda para ele, o vosso sorriso e
palavras vão contagiar os olhos dele e vão tranquilizá-lo, depois ele vai
começar a bater os pés e as pernas e vai divertir-se com os salpicos que
consegue provocar, e não se admirem se for no banho que ele começa a dizer os
primeiros sons, e um dia as primeiras palavras!
Amolecido e mais calmo com o banho, ele vai deixar que o enrole na
toalha, que lhe espalhe o creme ou o óleo pelo corpo, que lhe penteie o cabelo
sem protestos, vai ver que ele se sentirá feliz por estar ali deitado em cima
da cama sem a fralda.
Um dia mais tarde, vai exigir que o «mande» para o banho, porque é lá que
brinca com os bonecos e os livros (sim, existem livros impermeáveis), dando-lhe
um intervalo de descanso – aproveitem, recostem-se na cadeira confortável
obrigatória na vossa casa de banho, e leiam-lhe uma história, ou se preferirem
uma postura mais activa, brinquem com ele.
Um recadinho para as mulheres: É muito provável que o vosso companheiro,
queira executar esta função, lembrem-se que os pais são excelentes «banheiros»,
e não se faça rogada, nem torça o nariz. Vá fazer outra coisa e deixe-os aos
dois juntos na mesma banheira.
A NÃO ESQUECER
Para o banho de um bebé, é preciso:
1. Comprar uma banheira para por dentro da banheira grande dos adultos, o
que torna toda a operação mais fácil, para além de poupar água. Há banheiras
para bebés com um design fantástico, mas não gastem muito dinheiro numa coisa
que só lhe vai servir por uns meses. Eles crescem num instante e rapidamente a
banheira lá de casa vai ser perfeita.
2. Coloquem a toalha num sítio acessível, para que lhe possam chegar sem
ter de largar o bebé ou andarem a fazer acrobacias.
3. Nunca, mas nunca mesmo, ponham o bebé dentro de água sem verificar a
temperatura. Usem o termómetro (existem tantos à venda e baratos). Em último
caso, usem o cotovelo para avaliar se a água está boa, façam como os nossos
pais e avós faziam, porque funciona como um termómetro.
4. Escolham produtos para o banho e pós-banho testados contra as
alergias, porque a pele de um bebé é muito sensível. Facilmente nos esquecemos
de lavar e secar as «preguinhas», sobretudo as do pescoço e as de baixo dos
braços, que depois ficam irritadas e dolorosas.
5. Nunca, mas mesmo nunca, deixem o vosso filho sozinho na banheira,
aconteça o que acontecer. Por exemplo, tem havido tragédias por causa dos
telefones ou telemóveis. Tragam o telefone para perto da banheira, isto se
estiver à espera de alguma chamada importante, senão deixem o telefone tocar. Não
esqueçam que uma criança afoga-se em minutos, e mesmo que ela já seja mais
velha afoga-se em centímetros de água.
Não corram riscos.
Não corram riscos.















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